terça-feira, 5 de junho de 2012

A cena mais emblemática do filme Avatar de James Cameron é a cena final da grande luta entre o vilão e o mocinho, grandiosamente engendrada pelo diretor, criador de Blockbuster, arrasa quarteirões, ele inventa e revoluciona toda forma de contar a mais simples das histórias, o grande artefato tecnológico passando por cima do mais antigo e arcaico, o bonzinho contra o mau. Em Titanic ele criou câmeras para ir ao fundo do mar, onde ninguém antes tinha chegado, uma década antes fez uma revolução com a Computação Gráfica em Exterminador do Futuro 2, em Avatar deu uma razão para Cinema 3D, porém no derradeiro final de Avatar ele elevou o mais simples e antigos armamentos contra o gigantesco aparato do moderno, o vilão do futuro morre com uma flecha no peito. E muitos dólares de papo para pensar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Homem e os espinhos da rosa

Um homem tentava controlar-se contra a raiva que o consumia depois de uma briga com a mulher, desesperado, com medo de perde-la, nervoso com os constantes ocorridos, tentou imaginar de todas as formas como poderia agradá-la sem ferí-la verbalmente. Pensou numa rosa, e ela estava logo a frente em um belo jardim, de uma bela residência onde se ouviam risos e crianças brincando, a espreita, sabendo que ninguém estaria preocupado com sua presença, pegou sorrateiramente uma rosa, a ganância o fez esquecer que rosas contém espinhos que o feriram bruscamente. E então entendeu, quando conheceu a sua mulher, retirou-a de sua casa forçadamente e aplicando uma conversa generosa manteve-a sobre sua mãos, proibindo-a de outro afazeres em troca de um luxo sem igual. Uma rosa é delicada, e dela deve-se cuidar e tratar, se necessário, move-la com máximo cuidado.

Adeus Lenin

Alexander vive em uma Alemanha Oriental sobre a alcunha de um regime Socialista do Império Soviético, sua mãe os criou sozinha desde que seu pai fugiu para o outro lado do muro, o lado capitalista. Deste momento em diante ela se tornara uma patriota, uma professora que chega a encantar os líderes políticos, pela forma como eleva o ideal do país. No dia 7 de outubro de 1989, Alexander participa de um manifestação contra o regime e acaba preso, porém sua mãe vê tudo isso o que lhe provoca um ataque cardíaco e a deixa em coma por 8 meses. Dias depois chega ao fim o Comunismo e com ele a queda do Muro de Berlim, uma revolução social acontece no país, mudando os costumes de uma nação inteira. São oito meses de espera pela melhora da saúde da mãe ao mesmo tempo que o país passa por uma transição. Ao acordar os médicos descobrem que a situação da mãe ainda é muito delicada, assim qualquer emoção forte poderia gerar uma nova parada cardíaca e consequentemente a morte. Os filhos sabem muito bem que sua mãe é patriota socialista, e descobrindo sobre a queda do muro o fim será trágico. Assim Alexander tem a ideia de maquiar a vida dela ao entorno o tempo que for necessário. Deixam o quarto de sua mãe do mesmo modo de quando ela saiu para o hospital, e serve a alimentação nos mesmos costumes. Alexander a trabalhar com antenas de satelite que transmitem imagens do mundo todo, já sua irmã trabalha na rede de Fast Food Burger King, alguém impensavel no regime socialista. Um exemplo interessante é de quando sua mãe pede pepinos em vidro produzidos no seu país, porem eles sumiram de circulação com o mercado aberto, Alexander parte em busca de potes antigos em lixos ou perdidos, esterilizam, restaura os logotipos e colocam pepinos de outras marcas para que pareçam igual. O pior acontece quando ela pede da presença da TV, por sorte Alexander trabalha com um amigo que gosta de edição de vídeos VHS, este interessado em soltar este lado artistico produz ao amigo, vezes interpretando um reporter vezes editando imagens de artigo. A cena mais engraçada é do aniversário de sua mãe, com crianças contando músicas do socialismo, amigos antigos, tudo na mais perfeita forma do regime, e ao fundo o slogan gigante da Coca-cola subindo a parede do prédio. A cena mais emblemática é a que dá nome ao filme, quando a estatua de Lenin dá tchao a mãe, literalmente. O que melhor representa esta mudança de um regime pelo outro é o caso do famoso astronauta do país que de idolo virou taxista esquecido, que por meio das mãos de Alexander e a edição de videos, num mundo ficticio de telejornal, vira chefe de estado, um sonho utopico.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Pagador, Orfeu e o Louco

Abro o Jornal Folha de S. Paulo no Caderno Ilustrada do dia 24 de maio de 2012, com a matéria do filme de Walter Salles que está concorrendo em Cannes e vejo mais em baixo uma reportagem histórica sobre o triunfo único do Cinema Brasileiro, há 50 anos o Brasil levava sua Palma de Ouro em Cannes, para as mãos de um caipira chamado Anselmo Duarte. O destino fez com que em nosso Projeto de Filmes aqui na Nossa Biblioteca, no mês de abril, nós exibimos o filme o PAGADOR DE PROMESSAS, e eu como Coordenador do Projeto, explica-se a todos que gênios como Buñuel e Antonioni não levaram o prêmio máximo naquele Festival.
Outro fato interessante ocorreu no mês de fevereiro, onde nosso Projeto passou o filme Orfeu Negro usando a temática do Carnaval e cultura negra. Nossa exibição foi para poucas pessoas que sairam deslumbradas com o filme e admirados com sua importância histórica para o Brasil, para a França e o cinema Mundial. Na mesma semana, a TV Brasil exibia o mesmo filme no sábado, e no Domingo, no Programa Esquenta da Regina Casé, o ator da Peça de Teatro original estava presente no palco comentando da Peça e do Filme.
Mostro isso pois acredito que as escolhas dos filmes tem um fundamento, e usando estas fontes apenas ressaltam o quão logico são corretas as escolhas dos filmes exibidos do Cine Biblioteca. Eu não estou ficando louco, ou existem muitos loucos por aí como eu.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

FAHREINHEINT 451

Baseado no Livro de Ray Bradbury, FAHREINHEINT 451 filmado pelo cineasta francês François Truffaut no ano de 1966, conta a história em um futuro atemporal e pragmático, a volta de Montag (Oscar Werner) um bombeiro incendiário, vestido como um bombeiro futurista ele não apaga incêndios e sim os cria, tendo a função de queimar livros. O regime totalitário imposto proíbe a sociedade qualquer forma de leitura, com o argumento que isso traria infelicidade e improdutividade a população. Montag mantem a rotina com sua mulher que vive fixa a uma televisão, embora o filme seja de 1966, esta TV se parece muito com as TV LED Tela Plana de hoje em dia, um previsão futurista do filme. Todos vivem sem leitura, desconhecendo toda forma de história, assim os grandes romances, comédias e clássicos universais não são compartilhados, resultando em uma sociedade sem sentimentos expressos. Em uma cena do filme onde Montag retorna para casa em um Metrô, que nos lembra a um Parque Temático, ele observa as pessoas a sua volta, sem ninguém conversar com o próximo, e com os sentidos contidos, vê uma moça puxando a saia meio que para esconder as pernas, uma mulher sentido a maciez de sua roupa, outra moça passando com delicadeza os dedos nos lábios. É nesta rotina que uma moça ao acaso o encontra e começa a bater papo, assim que ele conhece Clarice que questiona o motivo de seu trabalho, qual o fim disso tudo, preso a uma rotina ele começa a refletir e ter um novo olhar sobre as coisas. A partir deste momento começa a esconder alguns livros antes de queimá-los e leva para casa para ler escondido de sua mulher. O primeiro livro queimado no filme é Dom Quixote, livro este que conta a história de um Cavaleiro Andante considerado por muitos um senhor que ficou louco por tanto ler Aventuras de Cavaleiros, seu vizinhos e amigos invadem sua casa e jogam todos os livros pela janela para enfim queimá-los, porém alguém começa a observar os títulos e cria uma seleção entre os livros bons e ruins. Outra cena que merece destaque, quando de Montag retorna do trabalho e vê a esposa com três amigas na sala perante a TV discutindo futilidades, a esposa o chama e ele se recusa a compartilhar aquele momento. De repente ele surta, pega um livro na mão, que acaba assustando a todas, afinal os livros são proibidos e ele um incendiário, começa a ler, duas amigas olham a constrangida esposa enquanto a outra acaba prestando atenção na história e chora por isso, as amigas saem em crítica a Montag dizendo que este é o motivo por que os livros são proibidos, eles te trazem sentimentos que lhe fazem chorar, como no caso daquele livro que lia. Por fim, Clarice diz a Montag sobre um suposto lugar onde Homens-Livros se refugiam das cidades controladas, neste local, uma pessoa decora um livro e os queima para não serem perseguidos, tudo a fim de um futuro próximo estas histórias memorizadas sejam impressas para a humanidade. FAHREINHEINT 451 é um termo de temperatura que alguns países seguem, seria o nosso Celsius, e 451 é o ponto de combustão do papel. Vale a pena assistir esta bela Obra de Truffaut. FAHREINHEINT 451 (1966) de François Truffaut, com Oskar Werner e Julie Christie. por JúlioMM, apreciador de cinema

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sai da Frente que não cabe de gente


CINE BIBLIOTECA – AGOSTO

SAI DA FRENTE com Mazzaropi

Companhia Cinematográfica Vera Cruz

Na década de 40 havia uma disputa pela hegemonia cultural entre Rio de Janeiro de São Paulo. Enquanto no Rio a Companhia Atlantida produzia os musicais da chanchada que lotavam os cinemas do país, em São Paulo surgia a COMPANHIA CINEMATOGRÁFICA VERA CRUZ que foi construída em uma antiga granja na cidade de São Bernardo do Campo, de propriedade de Franco Zampari e Ciccillo Matarazzo.
Com investimento alto, mão de obra estrangeira, a CIA produziu 22 filmes, sendo o filme O CANGACEIRO (1953) o filme de maior reconhecimento internacional.
Devido a erros de distribuição e a concorrência com filmes estrangeiros a VERA CRUZ chegava a falência ao mesmo tempo que seus filmes alcançavam sucesso.
Foi na Vera Cruz que o diretor Abilio Pereira de Almeida estava em busca de um comediante quando descobriu Mazzaropi para o cinema, que fazia grande sucesso nas Rádios e vinha do circo.

Jeca

Caipira de voz arrastada, camisa xadrez sempre abotoada até o pescoço, paletó apertado, calças curtas sobre botas de cano curto e um toco de cigarro no canto da boca, este era Mazzaropi e seu Jeca caracterizado, personagem que foi inspirado em seu avô quando era animador de festa em Taubaté.

Com o filme Sai da Frente adiou a falência da Vera Cruz devido ao sucesso do filme. Fez quatro filmes pela Companhia até decidir criar a sua própria, a PAM Filmes (Produções Amacio Mazzaropi) e de lá seguir uma bem sucedida carreira.

Foram mais de 30 filmes, todos com caracter popular, não era apreciado pela critica mas adorado pelo povo.

Filme de hoje
Sai da Frente de Abilio Pereira de Almeida

Neste seu primeiro filme, Mazzaropi é Isodoro Colepicula, um humilde motorista proprietário de um caminhão caindo aos pedaços chamado Anastácio. Isodoro é contratado para levar uma mudança de São Paulo até Santos e parte com a caçamba exageradamente lotada de tralhas ! Acompanhado por seu cachorro "Coroné" ele irá aprontar todas as confusões possíveis envolvendo funcionários públicos, policiais, motoristas, uma trupe de circo e quem mais aparecer no caminho.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Decisão Facultativa

O voto facultativo gera uma boa discussão no seguinte âmbito, sendo o voto não obrigatório o número de abstinência seria muito maior, a população de menor conhecimento não participaria e voto seria algo seletivo. Porém, por outro lado, no voto obrigatório todos votam, mas em que ponto todos votos de forma coerente?
Fica claro o seguinte, os nossos eleitos demonstram o nosso interesse político da população, como a população em sua maioria não é ativa politicamente, o número de corrupção é grande.
Isso não necessariamente seria resolvido com o voto facultativo, pois dizem que a população em massa não participaria, e por que não participaria pelo mesmo motivo do voto obrigatório, não temos uma população preocupada ativamente.
Por fim a solução segue uma base clara, com ou sem voto obrigatório, uma educação base forte repercutirá em bons representantes.